“A OPORTUNIDADE DA REENCARNAÇÃO...”
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“Brazilian Spiritist Books around the World...”
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“LIVRARIA NA RÁDIO AO VIVO...”
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“DO OUTRO LADO DA RUA, por Richard Simonetti...”
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“MÃE....por Luís Martins”
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“Fillhos nossos...nossos filhos...”
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Das duas ou três coisas que penso da vida posso afirmar que o que trago dos verdes anos, como diria o confrade Richard Simonetti, são as coisas da meninice, com figuras saudosas e marcantes de meus pais e avós...os tive todos...vejam que privilégio...é de pequeno que se aprende, diz o dito do povo.
Lembro-me de quando criança sempre ouvir a frase: menino, Deus sabe tudo e vê tudo que você faz...Veja lá... (esse "veja lá" vinha do meu pai).
Grande sabedoria que poucos de nós levam ao pé da letra, mas que é a pura realidade.
Com alegria lembro que para que nossas obras ocorram jamais estamos sozinhos ou mesmo em desamparo. O Alto nos provê a todo instante.
Não enganamos ninguém, senão nós mesmos. Mas se nos é dado aqui mostrar aos outros apenas aquilo que queremos, isso no Mundo Espiritual nós não podemos. Graças a Deus é assim e isso se torna um grande benefício em nossa caminhada evolutiva – nossa maior razão de seguirmos o curso na Terra.
Lá tudo virá à tona, do mais ínfimo pensamento ao mais escondido dos atos que cometemos. Então, vamos combinar: somos o que pensamos e sentimos... por conseqüência SOMOS O QUE FAZEMOS!
A reencarnação como oportunidade da misericórdia divina para efetuarmos o nosso progresso espiritual nos é concedida com muito trabalho e dedicação de nossos mentores espirituais, que esperam sempre que nosso projeto seja de resultados positivos ou que pelo menos não voltemos com mais débitos adquiridos do que quando aqui chegamos. A Lei trabalha e quer sempre o nosso melhor.
O que seria de nós sem a Lei acolhedora que nos ajuda nas reparações e nos desatinos? Seria impossível caminhar sem o auxílio da Lei que nos governa.
É razoável que nós, espíritas, crentes da realidade da pluralidade das existências, tenhamos o cuidado de nos preocuparmos com a nossa “bagagem espiritual”, aquela que deverá partir conosco quando retornarmos à nossa verdadeira pátria.
Considerando que retornamos à experiência física com “passaporte” de realização, com um plano traçado com auxílio dos nossos Maiores, repleto de causas e coisas por trabalhar e fazer, nos restando, agora, o cuidado durante a vida, de escolhermos com cautela o destino do “resort”- esses lugares sonhados por muitos de nós, que queremos aportar - é necessário cuidar dessa bagagem.
Bagagem no sentido sempre ligado às OBRAS recomendadas por Jesus, nosso Mestre e nosso maior exemplo de que podemos seguir em frente.
É justo levarmos em consideração que em nosso novo retorno à Vida Espiritual (digo novo pois já fizemos esse caminho de volta inúmeras vezes, e com pouco acervo de realizações) não nos será dado o direito de “camuflarmos” sentimentos e pensamentos, tendo em vista que estaremos prestando contas não daquilo que dissemos, mas daquilo que fizermos. Fazer é verbo de ação e a Lei Divina conta com nossa colaboração na edificação na obra de Deus no Planeta.
Demos e damos um trabalho imenso aos Benfeitores, que sempre nos ajudam a realizar aquilo que é preciso, por mais que deixemos os principais objetivos de lado.
Jesus nos pedia para vigiarmos nossos pensamentos e orarmos para que recebêssemos a força de nos sustentarmos no caminho reto. Assim, poderíamos “tomar conta” de nossas vidas e decidirmos com apoio do Alto, sempre conhecedor de nossas necessidades.
Então, meus irmãos que nos honram com essa singela leitura, como não sabemos em quais condições (até mesmo se em condições tão favoráveis quanto a nossa atual) e em que tempo teremos outra oportunidade encarnatória, e se a teremos na Terra, temos o dever de realizar o máximo de ajustes e acertos ao nosso alcance, sem pressa ou pretensões, fazendo de nossas vidas atuais a melhor de todas, com muito amor e trabalho.
E hoje, depois de longa caminhada para desvendar essas verdades, não posso deixar de pensar na Misericórdia Divina que também tudo nos revela quando pequeninos, em corpo e espírito, de que sempre somos avisados e lembrados, e isso não é atributo somente da crença espírita, pois as Religiões sempre nos mostraram o que devemos fazer de nossa existência, e porque crescemos ouvindo sempre “Olha, Deus sabe tudo” faltava dizer, às vezes, GRAÇAS A DEUS!
Dear brothers and colleagues,
May the peace of Christ be with you...
We are the Ipanema Spiritist Bookstore (Livraria Espírita Ipanema). We are a family owned spiritist bookstore located in Rio de Janeiro, Brazil. We are in activity for more than 7 years, circulating spiritist books in Brazil and many other countries.
We will be very pleased to ship you the books you desire with very fair prices and conditions, and also counting with the lowest shipping rates available.
Spiritist authors profoundly devoted to the works of Christ brings us the best of what the Spiritual world has given us, collaborating to the development of a more fair and brotherly world, and promoting the creation of the awaited World of Regeneration.
Please visit our website and take a look at our collection of over 5 thousand available titles. We carry books not only in Portuguese and English, but also in many other languages. To check our variety of languages, click at the "English and other languages" link.
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Thank you for your attention. Please to do not hesitate to contact us with any questions or concerns you might have.
Sincerely,
Sylvio Damiani
Brazil Contact - 55 + 021 + 2247-7837 and ipanemalivros@uol.com.br
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Com alegria recebemos em nossa livraria o confrade Adriano Marques, intrépido radialista de São Paulo, âncora do programa Roteiro, que vai ao ar diariamente pela Rádio Boa Nova...
Adriano ficou conosco a semana toda...de 14 a 18 de junho...sempre a partir das 18h...
Recebemos vários convidados, com destaque ao irmão José Carlos Leal... Fora de São Paulo podemos ouvir a Rádio Boa Nova pela internet...
www.radioboanova.com.br
Foi um grande prazer tê-los em nosso quiosque do Metrô, prometendo outras visitas.
Durante a existência inteira residiu em frente ao Centro Espírita.
Ano após ano observava o movimento da gente que entrava e saía - dirigentes, colaboradores, aprendizes, simpatizantes, doentes e pobres...
Nas noites quentes de verão, sentado em confortável poltrona, na ampla varanda, ouvia ao longe a palavra de vibrantes oradores e impressionava-se com a lógica dos conceitos espíritas na definição dos problemas humanos...Chegara a proclamar-se adepto da Doutrina dos Espíritos!...
E aquela gente que ali cooperava! Que dedicação! Quanto desprendimento! Em qualquer tempo, com chuva ou frio, sucedian-se as equipes de trabalhadores na distribuição de alimentos, na visitação aos enfermos, no socorro aos desabrigados.
Mas nunca se decidiu a atravessar a Rua, perdendo preciosas oportunidades de serviço e edificação.
Espírita, é preciso ATRAVESSAR A RUA!...
Não nos acomodemos na poltrona da indiferença, a ouvir de longe aos apelos da Espiritualidade!...
No Centro Espírita está o nosso ensejo de maior participação como aprendizes e colaboradores. Fortalecê-lo com a nossa presença! Engrandecê-lo com o nosso trabalho! Sublimá-lo com nossa dedicação - eis as metas intransferíveis, se aspiramos um futuro de bençãos!
Façamos do Centro Espírita a nossa escola, a nossa oficina, o nosso templo, para que não tenhamos de ver nele o hospital, atormentados por males e frustrações que afligem os que NÃO ATRAVESSARAM A RUA!
Mãe genitora, mãe acolhedora.
Mãe que trabalha, mãe que agasalha.
Mãe multifária, mãe extraordinária.
Mãe incomparável em dedicação e zelo.
Mas até quando terá condição para fazê-lo?
Será que essa dedicada mãe
Que ficava acomodada no lar,
Cuidando dos filhos e da casa,
Aguardando o marido chegar,
Poderia assim, tão de repente,
Assumir posições tão diferentes?
Será que nós, maridos, estamos encolhendo,
Enquanto as mulheres estão crescendo?
Acreditamos sinceramente que não.
O que precisamos é fazer uma avaliação
A respeito daquilo que cada um pode e quer.
Isto tanto se aplica ao homem quanto à mulher.
Pensamos que tanto um quanto outro
Podem e devem trabalhar
Assim como ambos, ao mesmo tempo,
Têm a obrigação de cuidar do lar.
Não queremos apenas dizer lavar louça e arrumar a casa,
Mas cuidar principalmente da estrutura familiar,
Ou seja, cuidar da harmonia da família
Evitando os turbilhões da modernidade.
E que cada um seja plenamente consciente
De sua grande responsabilidade.
Inspirações da Vida
Luís da Costa Martins
Esse recado veio de um irmão nosso, há muito na vida espiritual....
Então, ele nos diz:
- Bem-aventurados os pais pobres de dinheiro ou renome, que não tolhem a iniciativa dos filhos, nos caminhos da edificação terrestre! Através do trabalho áspero e duro, de decepções e dificuldades, ensinam aos rebentos do seu lar que são irmãos dos batalhadores anônimos do mundo, dos humildes, dos calejados, construindo-lhes a ventura em bases sólidas e formando-lhes o coração na fé e no trabalho, antes que venham a perverter o cérebro com vaidades e fantasias! Esses, sim, podem abandonar a Terra , tranquilamente, quando a morte lhes cerrar as pálpebras cansadas...Mas, infortunados serão todos os pais ricos de bagagens mundanas, que desfiguram a alma dos filhos, impondo-lhes mentirosa superioridade pelos artificialismos da instrução paga, carregando-lhes a mente de concepções prejudiciais, acerca do mundo e da vida, pelo exercício condenável de uma ternura falsa! Esses esperem pelas contas escabrosas, porque, de fato, tentaram enganar a Deus, distanciando-lhe os filhos da verdade e da luz Divina...Depois da morte do corpo, sentirão a dor de se verem esquecidos no dia imediato ao dos funerais de seus despojos, acompanhando, em vão, como mendigos de amor, os filhos interessados na partilha dos bens, a revelarem atitudes cruéis de egoísmo e ambição!
Do livro Lázaro Redivivo de Humberto de Campos, pelo Chico, em 1945.
Ainda na vida espiritual, com o amor de pai, vemos nosso venerável Quinto Varro (lê-se CUINTO...o homem é cidadão Romano) reconduzindo o filho amado - Taciano -, ainda muito envolvido com os irmãos trevosos, para nova oportunidade na Terra, em nova encarnação redentora...
Nos fala que a dor é o SELO de aperfeiçoamento moral do mundo e que todos teríamos que passar com ela e por ela...
depois disse:
- Ave, Cristo! os que vão viver para sempre te glorificam e te saúdam!...
do livro de mesmo nome, Ave, Cristo! por Emmanuel e Chico.
Sonho de uma tarde de verão...(por Dr. Caio Ramacciotti)
Leitor amigo:
O que lhe vou relatar pode ser imaginação, sonho, alguma criação elaborada nos escaninhos de minhalma.
Faço-o para que você possa sentir, bem lá dentro do coração, a dimensão oceânica de uma alma nobre.
Certa tarde, antes do Natal, estava absorto em meditações interiores, mais desligado do intenso lufa-lufa diário.
E o foco dessas meditações era o Centenário do Nascimento de Francisco Cândido Xavier, cujas comemorações se iniciarão no primeiro minuto de 2010, que está chegando, e terão seu ápice no dia 2 de abril.
Cansado, resolvi cochilar um pouco. Estávamos próximos das seis da tarde e nuvens escuras escondiam o pôr-do-sol.
Semiconsciente, envolvido na penumbra do sono leve, de súbito vi-me sentado em local estranho, mas muito agradável.
Parecia que me situava nas faldas de uma serra, convivendo com a intensa vegetação e os brotos d’água, vindos do interior da terra fresca.
As nascentes de um rio ali estavam próximas, com seu diminuto volume, mas já se podia ouvir o inconfundível arruído de seus movimentos.
À minha frente, surgiam as claridades do sol poente lá pelas bandas do Atlântico, mais a oeste, e, surpreso, observei um entorno de árvores diferentes.
Não era a vegetação típica de nossa Serra do Mar, que apresenta como cartão de visitas o manacá-da-serra e suas flores multi-coloridas, e sim tílias, carvalhos, plátanos e pinheiros, sofrendo em graus variáveis as primeiras manifestações do frio invernal.
O ambiente me fez compreender que estava no continente europeu, em terras que confrontavam o mar a oeste, evidenciando tratar-se da parte do Oceano Atlântico que separa a Europa da América.
Também os pássaros não eram os nossos conhecidos bem-te-vis, sabiás, sanha-ços e tico-ticos, nem tinham o seu canto exuberante.
Vi tordos, estorninhos, os onipresentes pardais, cujo alarido o frio não conseguia calar, entretanto não ouvi o trinado dos rouxinóis, certamente em fuga para o sul, desesperados com o frio.
Estatelado ante aquela natureza tão bela, não conseguia entender o que ocorria. Sentado, meditava, girando algum graveto entre os dedos, observando ariscos esquilos.
Envolto em suave, mas marcante luminosidade, eis que desce dos céus e senta-se ao meu lado alguém que identifiquei com surpresa e emoção.
— Chico, você está aqui? Não é possível. Os anjos visitam a Terra?
Pensei desconcertado: não creio ter morrido, pois minha atmosfera espiritual densa e pobre me situaria do outro lado da vida em locais mais tristes...
— Sou eu mesmo, Caio, disse abrindo largo sorriso, aquele sorriso que tanto conheço. Vim visitá-lo e pedi aos nossos amigos espirituais que escolhessem um pouso de paz e de reminiscências, a fim de que eu pudesse tranqüilizar sua alma atormentada.
— Ah! Chico, não sei o que falar. Carrego a mente torturada por remorsos, busco com sofreguidão rever no trabalho intenso os momentos tão caros que pude usufruir ao seu lado, aprendendo o que você me ensinava com tanta paciência
Aprendi, mas não consegui vivenciar tantos ensinamentos. Permaneço na medíocre posição em que me situei na vida, tendo tudo e pouco realizando.
— Não, meu caro, as coisas não correm desse modo na vida. Não correm não.
A Divina Misericórdia paira acima de nossas limitações, mostrando-nos sem cessar, seja no verão quente de nossa terra ou aqui nesse inverno agradável, nas noites de céu pontificado de estrelas ou nos dias de tormentas assustadoras, que o caminho é um só:
— a longa vereda cultivada com amor, embora permeada de obstáculos aparente-mente intransponíveis.
Não se desespere, pois as portas da redenção nos estão sempre abertas.
— Infelizmente, obtemperei, é compli-cado aceitar que, mesmo conhecendo as realidades do espírito, erramos tanto...
Com paciência, Chico respondeu:
— Você sabe que Paulo de Tarso, cultor da lei religiosa de seu tempo, agiu sem piedade com Estevão, e o senador, com os elevados predicados da inteligência, impôs árduos sofrimentos a Lívia.
Mas, esses grandes Benfeitores de nossas vidas perseveraram e legaram-nos, ainda nas difíceis lutas de suas reencarnações ao tempo do Cristo, os exemplos mais exuberantes de amor e renúncia.
— Você é sempre o mesmo, Chico, amoroso e terno. Agradeço-lhe a compre-ensão ante minhas limitações.
Se tivesse o brilho de Humberto de Campos, tentaria fazer uma entrevista com você, neste recanto de tanta paz. Em nossa gíria popular, contudo, dizemos que quem não tem cão caça com gato.
Assim, vou imaginar que em meu lugar estivesse agora o nosso saudoso acadêmico, cujos anos de sofrimento tanto marcaram os brasileiros que o conheceram ou leram seus livros, escritos com a pena molhada de tinta e de lágrimas, e fazer-lhe algumas perguntas. Posso?
— É claro, respondeu Chico, acrescentando humildemente:
— Que não seja nos moldes do encontro que nosso Humberto teve, já na Vida Espiritual, com Judas na Jerusalém de tantas recordações, pois não tenho a grandeza d’alma do apóstolo incompreendido...
— Vamos lá, então!
Você tem notícia do lançamento do Selo Comemorativo que os Correios vão lançar em sua homenagem. Isso o alegrou?
— Caio, a respeito do selo, deixou-me feliz a homenagem à nossa Doutrina Espírita de consolações e esclarecimentos.
Minha imagem, colada nos envelopes, querido amigo, me trará alegria na medida em que as cartas que percorrerem nosso país e o mundo levarem paz, consolo e esperança.
Eu ficarei feliz, se alguém se detiver no selo e disser: “aquela pobre alma falou muito de Jesus e procurou seguir-lhe os ensi-nos”.
Continuo o mesmo na Vida Espiritual, não mudei nada. Seria mais razoável que se falasse em centenário de nascimento de ‘Cisco’ Xavier...
Olhei para ele, com imenso carinho, sabendo que contemplava um missionário do bem, a alma engrandecida na dor e no trabalho diuturno, pensando no semelhante, tudo fazendo para secar lágrimas e provocar sorrisos. E voltei à entrevista.
— Chico, você tem 100 anos! Vejo-o com a jovialidade que marcou profunda-mente sua presença entre nós. Você está descansando na Vida Maior?
— Carregando pedras... O descanso vem com o trabalho. Parece paradoxal, não é mesmo?
Há muita gente sofrendo aí e por lá, no outro plano de vida. Devem multiplicar-se as mãos em benefício desses espíritos ligados ao corpo, e também em favor dos que dele se desprenderam, vivendo em desespero no mundo espiritual.
A Rainha Santa, quando me permite estar a seu lado, ainda que por alguns minutos, sempre observa que a felicidade nossa está assentada na paz espiritual daqueles que amamos e de todos os irmãos de caminhada que padecem dores que mal podemos imaginar.
Por isso, a solução é trabalho, muito trabalho na seara do bem, mesmo com injúrias e dificuldades.
— Tudo certo, alma querida, mas estou ainda um pouco distante de tanto trabalho, e, falando de coisas do coração, ouso indagar-lhe algo que, em nossos papos, marcou minha vida:
Lembra-se dos bons tempos, os que não voltam mais, das noites intermináveis em que falávamos sem cessar?
Você, que tanto admira e cultua a música clássica, demonstrava, naqueles momentos, especial simpatia, ao rodar do velho toca-fitas, presença obrigatória nesses encontros, por uma música popular composta pelo famoso maestro toscano Mantovani, intitulada Serenata de Amor.
E aprendi a gostar dessa música. Você se recorda dela?
— E como... tão bela! E, se melhor observar, você vai perceber que tem a inspiração do romantismo clássico de Chopin. Por vezes, quando me concedem alguns minutos de lazer, ouço-a com você em seu carro.
Seus acordes suaves, algo tristes, me envolvem em recordações dos bons tempos a que você se refere. Esses tempos voltam, voltam sim, Caio. Fique tranqüilo.
Por alguns momentos, não sopitávamos as lágrimas. As minhas pesadas, com algum desespero, e as dele leves, a lhe ressaltar o rosto espiritualizado. Parecia que Deus as pintava de luz.
Vi-me impossibilitado de continuar a entrevista. Com a voz embargada, tive muita dificuldade em dizer-lhe:
— Não consigo entrevistá-lo mais, Chico. A emoção não o permite. Perdoe-me, não sou Humberto de Campos... Apenas lhe farei mais uma, a derradeira pergunta:
Daqui a alguns dias, passa o Natal, chega o Novo Ano, e você completa 100 anos...
Qual a mensagem que gostaria de dirigir aos milhões de brasileiros que o adoram e respeitam, sejam espíritas ou estejam envolvidos em crenças diversas da nossa?
— Kardec deixa claro que o verda-deiro espírita e o verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa.
Agradeço a todos o carinho cristali-zado no amor que sempre me dispensaram, as visitas, as orações em meu favor, rogando que me perdoem a condição espiritual ainda tão incipiente.
Não mereço tanta atenção. Rogo a Nosso Senhor Jesus Cristo que nos inspire e peço-lhes que juntos não esqueçamos suas palavras:
— Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
Lágrimas rolavam de seu rosto angelical, e, após alguns momentos de indescritível paz, Chico falou-me:
— Preciso partir, e você precisa acor-dar.
Antes de partir, contudo, ainda fize-mos uma breve caminhada pelo cativante local. E daquele seu jeito tão característico de falar das coisas, enquanto percorríamos um trecho da serra, chegando próximo a uma nascente, nosso amigo e benfeitor falou:
— Essas águas vão encorpar e tortuosas percorrerão um longo trajeto até o mar.
Nos sítios por onde passarem, comu-nas maiores ou minúsculos aglomerados da gente nos campos, as águas transformadas em caudaloso rio recolherão pensamentos e recordações que, por séculos, permanecem arquivados em suas margens, principalmente na margem que olha para o sul, levando-os ao Atlântico, na ânsia de mostrar a toda a humanidade as mais comoventes histórias de amor.
E partiu.
Ainda não era noite, mas os raios solares mais pálidos do inverno não conse-guiam ofuscar o facho de luz que o acom-panhou rumo de sua morada, lá no alto do firmamento.
Abri os olhos com a impressão muito forte de que estivera por alguns momentos com Chico Xavier.
Sonho?
Não sei dizer, mas desses momentos restou aquela saudade que dói. A gente anda de um lado para o outro desassisado, depois, volta a dura realidade, e compreendemos que a vida continua.
Até breve, Chico!
Caio Ramacciotti
São Bernardo do Campo, Natal de 2009.
(Às vésperas de 2010)
Respondendo a Raquel, antiga servidora da casa de Cusa, quando questionou Jesus sobre a razão da dor, uma vez ser o Pai nosso Guia maior, e os Anjos nossos cuidadores, por qual razão temos a dor em nosso cotidiano.
Jesus explicou:
- A razão da dor humana procede da proteção Divina. Os povos são famílias de Deus que, à maneira de grandes rebanhos, são chamados ao aprisco do Alto. A Terra é o caminho. a luta que ensina e edifica é a marcha. O sofrimento é sempre o aguilhão que desperta as ovelhas distraídas à margem da senda verdadeira.
Alguns intantes se escoaram mudos na casa de Simão e o Mestre voltou a ponderar:
- O excesso de poder favorece o abuso, a demasia de conforto, não raro, traz o relaxamento, e o pão que se amontoa, de sobra, costuma servir de pasto aos vermes que se alegram com o mofo...
Do livro Jesus no Lar, pelo espírito amoroso de Neio Lúcio, vindo a luz pelas abençoadas mãos do Cândido amigo Chico Xavier.
A preguiça é uma doença de quem descansa demais...
Jair Presente nos disse isso pelas mãos do Chico...
Ficamos, de segunda à sábado, online no Chat localizado na página de abertura de nossa Loja Virtual.
Muitos irmãos tem nos procurado e é sempre uma grande alegria poder falar sobre os livros e seus autores.
Eu sou Sylvio Damiani, desejoso de servir mais e melhor, fazendo da obra Cristã-Espírita, um caminho mais simples e seguro para caminharmos, um passo por vêz...
Fiquemos todos com a paz do Cristo!
Até breve.
"O bem que praticares, em algum lugar, é teu advogado em toda parte."
"Planejar a infelicidade dos outros, é cavar com as próprias mãos um abismo para si mesmo"
"Não exijas dos outros qualidades que ainda não possuem. A árvore nascente aguarda-te a bondade e a tolerância para que te possa ofertar os próprios frutos em tempo certo."
"Sempre recebi os elogíos como incentivo dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência de que ainda não sou."
"Deixe algum sinal de alegria, onde passes."
"Hoje auxiliamos, amanhã seremos os necessitados de auxilio".
"Não cobres tributos de gratidão".
"Acreditamos que tanto é um delito grave assassinar uma criança na via pública, quanto exterminá-la, em falso regime de impunidade, no ventre materno".
"Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: Não julgar, definitivamente não julgar a quem quer que seja"
"Nenhuma atividade no bem é insignificante. As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes".
"Nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos".
"Se Allan Kardec tivesse escrito que 'fora do Espiritismo não há salvação', eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus ele escreveu 'Fora da Caridade', ou seja, fora do Amor não há salvação".
"A omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira. Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual".
"O desespero é uma doença. E um povo desesperado,lesado por Foto: Arte dificuldades enormes, pode enlouquecer, como qualquer indivíduo. Ele pode perder o seu próprio discernimento. Isso é lamentável, mas pode-se dizer que tudo decorre da ausência de educação, principalmente de formação religiosa".
"Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo".
"Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito".
"Devo seguir o meu caminho com o mais absoluto respeito pelo camiho dos outros".
"Às vezes, a alegria que está nos faltando é justamente a alegria que devemos aos outros".
A cura não é processo imediado...
Muita gente que procura o Centro Espírita quer sarar depressa...
Ora, às vezes o problema que queremos resolver se arrasta conosco há séculos - não será através de um único passe que o solucionaremos. Precisamos ter paciência e esperar - esperar trabalhando, sem que o nosso desânimo complique ainda mais a situação...
Cândido e Francisco, Xavier....
"Nos dias em que nos observamos mais irritadiços, devemos procurar para o nosso corpo alguma ocupação para as mãos e para o cérebro...É sempre perigoso dexiar o cérebro e as mãos à mercê da cólera..."
Cândidamente Xavier....
"Sem compaixão, uns pelos outros, a vida no mundo estará comprometida.
Precisamos respeitar as pessoas, os animais - nosso irmãos menores -, as árvores, os rios... A Terra é um palácio de beleza! A Natureza é exuberante...As estações do ano que se sucedem - cada uma tem uma beleza peculiar -, a época da floração, do acasalamento dos pássaros, da temporada das chuvas, quando, então, tudo fica ainda mais verde...
À noite temos estrelas no firmamento, a brisa que sopra mansamente...Tudo isso é uma riqueza! Somos ricos no Amor de nosso Pai..."
Xaverianamente, Chico...
Uma vez Chico perguntou ao Benfeitor Emmanuel sobre Lívia, o grande amor da vida dele, Emmanuel.
O Benfeitor disse que Lívia não mais reencarnou após sua estada entre nós, nos tempos de Jesus, quando foi esposa dele e mãe de Flávia e Marcus. Disse também que ela se encontrava na Vida Espiritual em trabalhos pela prosperidade humana sob o comando de Jesus...
Assim disse o Chico:
Em 1940, estive às portas de uma tuberculose. Embora febril, nunca deixei de comparecer ao trabalho, quando, certo dia, ao dirigir-me a Repartição nas primeiras horas da manhã, notei que uma estrela me enviava de longe certos raios que não soubera classificar. Desde esse dia, começaram minhas melhoras positivas. Perguntei a nosso amigo Emmanuel quanto ao significado daquele estrela que brilhava ao longe, como uma luz mais potente do que a luz do Sol, pois a ocorrência se deu às sete horas da manhã, e ele me explicou que a estrela cujo clarão me trouxe a cura do corpo era a própria Lívia, que se desvelava em me auxiliar...
Fumar e manter outros vícios durante nossa jornada na Terra certamente nos dará ainda mais trabalho quando na Vida Espiritual...Vamos aproveitar nosso tempo aqui e nos dar padecimentos menores quando retornarmos? ou não?
Em entrevista, Chico Xavier nos disse que o vício de fumar, bem como outros do gênero, inclusive os ligados a sexualidade desequilibrada, nos trazem muitos probelmas quando de retorno à Vida Espiritual.
Nos deu o exemplo de quem fumou muito e não conseguiu largar o vício, volta à Vida Espiritual com o perispírito todo impregnado e em profundo desajuste, merecendo tratamento rigoroso para o seu restabelecimento. O problema é tão sério e difícil, que os Benfeitores Espirituais, muitas vezes, concedem a quantidade de 5 cigarros diários durante o primeiro ano de tratamento. No segundo ano ministram as doses para 2 cigarros ao dia, até que se reuna condições de abandonar o terrível vício.
O corpo espiritual (perispírito) constuma levar o mesmo tempo relativo ao período que o irmão ou irmã se manteve no fumo, tornando assim condições magnéticas melhores.
Os cigarros são produzidos no Mundo Espiritual com os mesmos elementos químicos dos que são produzidos na Terra...
Como dormir com um barulho desses?
Chico sempre nos avisando e ajudando...
Vivemos um grande momento literário, onde as grandes obras estão sendo reeditadas e expostas ao grande público, circulando em diversos paises, com traduções nos mais importantes idiomas...
Liderados pelos mais de 400 títulos publicados por Chico Xavier, os livros espíritas seguem fortes ao encontro do grande público. Somados às obras de Allan Kardec e Léon Denis, Dellane, Bozzano e Flamarion, temos grandes autores e trabalhadores do mundo cristão, prestando extraordinários serviços no mundo do livro. Bezerra de Menezes, Hermínio Miranda, Jorge Andréa, Wanda Joviano, Geraldo Lemos Neto, José Tadeu Silva (médium em Araxá), Corina Novelino, José Raul Teixeira, João Nunes Mais, Vera Lúcia Marinzeck, Eliana Machado Coelho, Robson Pinheiro, Wanderley de Oliveira, Hercílio Maes, Divaldo Franco, Yvonne do Amaral Pereira, Marcel Benedetti, Cenyra Pinto, Elisa Masseli, Lygia Barbieri do Amaral, Sandra Carneiro, Carlos Baccelli, Inácio Ferreira, Ramatís, Edgard Armond, Richard Simonetti, Américo Canhoto, Schellida, José Carlos de Lucca, Eurípedes Khull, Aziz Cury, Wlademir Lisso, Valentin Lorenzetti, Vitor Ronaldo Costa, Corciolli, André Luiz Santana, Rodolfo Caligaris, Regis de Moraes, Eliseu Rigonatti, Sonia Tozzi, Sulamita, J. Herculano Pires, Salvador Gentille,Hegorina Cunha, Caio Ramacciotti, Clayton Levy, Emanuel Cristiano, Irene P. Machado, Therezinha Oliveira, Zalmino Zimmermann, Zíbia Gasparetto, Mônica de Castro, Rick Medeiros, Marcelo Cezar, Wilson Frungilo Jr., André Luiz Ruiz, Marlene Nobre, Luís da Costa Martins, Professor Hermógenes e tantos outos autores e estudiosos...
Damos graças a Deus por tanta gente dedicada ao outro...
Janeiro em Uberaba, 1985, e o capítulo do Evangelho era " O Cristo Consolador"...todos esperavam pelos comentários do Chico e de Emmanuel...
Chico nos disse: Quando quisermos pedir um favor, uma ajuda qualquer, o façamos a quem é muito ocupado...por certo seremos atendidos...Os desocupados nunca tem tempo e estão sempre cansados...
O Evangelho veio pra quem quer ser feliz. As dificuldades são transitórias. A chuva castiga a terra, mas a fertiliza. Passamos a vida fazendo planos e só conseguiremos nos curar pelo trabalho, autêntico remédio. Aqueles que carregam seus fardos e assistem seus irmãos, são bem-amados do Mestre e cumprem a parte que nos cabe na transformação planetária. O Senhor manda que o mal seja corrigido e o bem estimulado, para benefício de todos nós. Tardes com Chico à sombra do abacateiro serão sempre lembradas como tardes de muito trabalho e muito amor nas caravanas que seguiam ao encontro das pessoas nas encostas da vida cotidiana. Quem participou lembra com saudade e alegria...Que falta faz o Chico...
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